sexta-feira, 9 de março de 2012


Hoje desci a terra
 Outro dia, a professora pediu que fizéssemos uma crônica. Assim, um pedido banal (bobagem) mesmo, como se estivesse nos sugerindo a ver televisão, acessar a internet ou tomar banho, coisas que fazemos (quase) todos os dias. Fiquei surpresa e perdida (pra falar a verdade): além de não saber como é a estrutura de uma crônica (o que a diferencia de um conto, uma piada ou um anúncio de classificados), não tinha nenhum tema interessante para desenrolar (ou enrolar) em trinta linhas ou cinco parágrafos.
Mas através do (Wikipédia), fiquei sabendo que as crônicas “tratam geralmente de assuntos cotidianos e contemporâneos”. E através de uma luz (quase um download), pensei em abordar as crônicas que as crianças e adolescentes produzem atualmente (blogs). Não as crônicas no sentido literal e literário da palavra (as grandes obras-primas da língua portuguesa), mas as crônicas da vida, do dia-a-dia, que os jovens publicam através da internet.
Depois praticamente implorei a uma amiga que fizesse o para mim, tentei produzir com temas feitos, algo relacionado ha família, passeios, infância e absolutamente nada adiantou e naquele mesmo dia ao anoitecer, fui espairece deixando os pensamentos alinhando e mesmo assim nada me vinha ha mente (uma completa inércia).
Até que passa os dias quando no sábado estando em casa minha mãe falou:
- Por que você não acessa a internet alguns blogs e vê se você se esclarece?
E com isso eu fui e ao acessar um site literário avistei a seguinte frase:
Eu vivo à espera de inspiração com uma avidez que não dá descanso. Cheguei mesmo à conclusão de que escrever é a coisa que mais desejo no mundo, mesmo mais que amor. Clarice Lispector
E foi assim! De conveniente a perspicaz;
Simples e singela;
E de uma frase literária surgi esta crônica (ou tentativa).
E neste trecho encerro minha crônica com imensa felicidade e satisfação, pois tenho certeza que minha querida professora ira me dar um dez pela crônica produzida (Observação: o trabalho não vale dez). Depois de tudo se ela ainda me perguntasse: Com quais palavras você terminaria esta crônica?
Eu responderia: Ao construir uma ideia se forma um novo começo, pois a cada palavra surgira grãos de sabedoria que faz do inadequado capaz.

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